Carga tributária: como evitar o pagamento indevido de impostos?

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Se você ligar a televisão e colocar em algum jornal, talvez um dos termos que ouça com mais frequência seja “carga tributária”. O assunto é debatido e não por acaso — é possível encontrar impostos em quase tudo que compramos e isso é especialmente importante para proprietários e gestores.

A razão disso é a necessidade de lidar com atividades que exigem organização financeira, já que os tributos podem consumir boa parte dos seus gastos. Por isso, decidimos explicar o que é carga tributária, como o Brasil se encontra nessa área e o que você deve fazer para evitar o pagamento indevido de impostos.

O que é carga tributária?

Quando você compra um produto, há um percentual de impostos que você paga, certo? Isso acontece com todos que consomem algo no Brasil. A soma do dinheiro direcionado aos impostos é chamado de “arrecadação tributária”.

Do outro lado, há o PIB — a soma de tudo o que foi produzido no país. O conceito é importante para observar o crescimento econômico e ajuda a identificar fragilidades econômicas. E onde a carga tributária se encaixa?

Na prática, o indicador simboliza quanto a arrecadação tributária representa em relação ao PIB. Geralmente, é representada por números percentuais. O valor de 2019, por exemplo, foi de 35,17%¨.

Como está a carga tributária brasileira?

Os valores da carga tributária no Brasil variam ao longo dos anos, mas não costumam se diferir muito do 35,17% já citado. Na maior parte das vezes, fica em torno de um terço do que é produzido. Isso coloca o Brasil como o país latino-americano que mais paga impostos.

Entre as razões mais apontadas para a peso dos impostos é o aumento dos gastos públicos. Sua distribuição ainda costuma ser criticada, com boa parte da população entendendo o sistema tributário como injusto.

E como isso afeta sua vida? A resposta é simples. Lidar bem com a carga tributária também exige planejamento. Por isso, o principal ponto que você precisa ficar de olho é nos impostos que sua empresa paga.

O que é o impostômetro?

Se você sente vontade de se conscientizar em relação aos impostos, saiba que não é o único. Foi para isso que o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário criou o impostômetro, uma rede automatizada que computa os tributos automaticamente.

A ideia é ter dados suficientes para cobrar o governo caso o dinheiro não seja usado corretamente. Aqui, os dados vêm dos próprios órgãos do governo e todas as fontes do sistema são oficiais.

Antes do Réveillon há a soma de todos os valores e, no dia 1 de janeiro, é iniciada a recontagem. O ICMS é o que mais faz diferença no cálculo, seguido dos valores para INSS e Imposto de Renda.

Como é possível evitar o pagamento indevido de impostos?

Ainda que o pagamento de impostos seja uma definição da lei, você vai precisar tomar algum cuidado para não pagar os tributos errados ou acrescidos de multas e juros. Por isso, separamos algumas dicas que podem ajudar.

Faça o planejamento tributário

Você já ouviu falar de planejamento tributário? Diferentemente do que muitos pensam, o assunto não é exclusividade do setor de contabilidade e cuidar da gestão fiscal é importante na hora de manter os impostos em dia

Não há apenas um tipo de planejamento. O operacional, por exemplo, é voltado às ideias que a empresa precisa seguir para cumprir as exigências legais, enquanto o estratégico foca em questões como enquadramento fiscal.

O planejamento não só evita a incidência de alguns impostos, como diminui os valores recolhidos. Aqui, entram questões como a descoberta de isenções, benefícios fiscais e políticas de incentivo.

Separe finanças pessoais e empresariais

Misturar as finanças pessoais da empresarial é uma confusão comum e pode trazer uma boa dose de dor de cabeça. Isso porque o dinheiro que seria destinado à empresa passa a fazer parte de itens como boletos e cartão de crédito.

O principal resultado é a desorganização, simbolizada pela perda de controle das contas pessoais e pela falta de reserva financeira para investir. Se você tiver um problema de crédito pessoal, ainda pode prejudicar os empréstimos da empresa.

Como contornar isso? Além de usar contas diferentes, procure fazer um diagnóstico dos seus gastos, observando o que é lucro e o que é consumido em despesas. E como definir o que vai para seu bolso? Uma das formas é observar o seu menor faturamento e usar isso como base.

Invista em organização financeira

Organizar financeiramente um negócio leva tempo e é comum escorregar em alguns pontos. Um exemplo é o registro das operações financeiras que, se não feito corretamente, pode levar a pagamentos atrasados e problemas com o fisco.

Aqui, analisar e antecipar cenários distintos têm um peso. Você pode observar isso nos períodos em que as vendas caem, pegando de surpresa empreendedores e gestores pouco acostumados com a sazonalidade.

Organização financeira também está ligada à precificação. É comum ver marcas em uma corrida de preços baixos colocando valores fora da realidade para seu segmento de mercado.

Repare no fluxo de caixa

O fluxo de caixa está ligado às entradas e saídas de dinheiro e é uma atividade comum em negócios do ramo do varejo. Com essa informação em mãos, fica mais fácil de descobrir se as vendas dão conta de cobrir os gastos e gerar “superávit”.

Uma forma de começar é verificando o saldo inicial, analisando as despesas e atualizando os lançamentos. Assim, você garante que as informações com as quais você está lidando são as mais confiáveis. Vale ficar de olho nos vários modelos, como projetado, operacional e descontado.

A complicada legislação brasileira faz com que pagar indevidamente impostos seja uma possibilidade real e, por isso, a carga tributária é um ponto que você não pode deixar de ficar de olho.

Aqui, as notas fiscais cumprem um papel importante — afinal, é por meio delas que o pagamento dos impostos é comprovado. O objetivo do documento é justamente registrar transações e a não emissão pode levar a riscos como acusações de sonegação fiscal.

E você? O que acha de aprender ainda mais sobre organização financeira e gestão contábil? Então, não deixe de assinar nossa newsletter para receber por e-mail nossos melhores artigos!

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