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Confira dicas essenciais de como organizar o estoque da sua empresa

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Você já parou para pensar em como organizar o estoque da sua empresa? Se já passou pela frustração de ter um produto desperdiçado, provavelmente reparou em como essa área exige uma boa dose de atenção. Afinal, qual é a melhor forma de garantir essa organização?

É justamente sobre o que vamos falar neste post, explicando sobre a importância do estoque, quais são os principais métodos de controle, como melhorar os resultados e algumas outras dicas pertinentes sobre o assunto. O que acha de continuar com a gente ao longo da leitura?

Qual é a importância do controle de estoque em uma empresa?

Se fossemos listar os principais fatores responsáveis por decisões equivocadas ao longo do processo, pouco conhecimento sobre o que foi vendido ou comprado, certamente, estaria entre as primeiras.

Essa é uma das consequências da falta de controle de estoque, uma prática que permite o entendimento das preferências do público-alvo — já que as entradas e as saídas de mercadorias também entram como uma métrica, revelando informações úteis para a equipe de marketing e vendas.

O controle ainda influencia na satisfação do consumidor final. Isso porque a experiência de compra pode ser prejudicada se os produtos mais buscados não estiverem disponíveis, ainda que a razão seja falta de organização.

Quais são os principais métodos de controle de estoque?

O controle de estoque não é útil apenas para grandes empresas. Empreendimentos mais modestos podem se beneficiar da prática e aproveitar melhor as mercadorias que têm disponíveis. Existem alguns métodos para organização, como explicamos a seguir.

MPM

O MPM é uma sigla para Média Ponderada Móvel e diz respeito ao cálculo de custo médio depois da aquisição de mercadorias, dividindo os lotes pela quantidade total de produtos. Nesse caso, o saldo financeiro é dividido pelo físico.

Esse modelo está entre os mais utilizados por ser aceito para a contabilização de Imposto de Renda. Ainda assim, não é recomendado para a precificação — embora permita o controle de estoque permanente.

Outro ponto útil é a facilidade de implementação, apontando os valores mais recentes e sugerindo tendências. Aqui, você passa a contar com a análise de uma rentabilidade estável, tendo em vista o preço médio.

UEPS

UEPS, ou Último a Entrar, Primeiro a Sair, tem como premissa o custo do último lote para o custeio das vendas — valorizando os preços recentes. Isso porque os últimos gastos são os mais ligados à alocação das mercadorias.

Ao definir o custo como os valores mais próximos, o total tende a ser maior, já que os preços recentes também são os mais altos graças à inflação. As estimativas elevadas também levam a créditos positivos.

Diferentemente do MPM, o UEPS não é aceito pela Receita Federal — uma vez que distorce o cálculo usado para tributar. Aqui, o ideal é usar para controle interno sem levar em conta a contabilidade fiscal.

PEPS

O PEPS funciona com a lógica inversa do modelo anterior. A sigla significa “Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair” e considera a ordem de chegada da mercadoria — o que entra mais cedo também deve sair nessa disposição.

Se no UEPS, o valor era definido pelos últimos produtos, o PEPS faz exatamente o contrário — nesse caso, os cálculos não vão se basear em estimativas. Apenas o custo e o lucro real são analisados.

Por isso, esse é um dos modelos mais recomendados para controle com mercadorias perecíveis — desde que os produtos que estejam há muito tempo não sejam — e limpeza de estoque, por trazer “giro” aos produtos.

Como organizar o estoque da empresa corretamente?

Controlar o estoque é uma tarefa que exige certa dose de disciplina para conferir os produtos de forma periódica e registrar as mercadorias que entram e saem, além de cadastrar os itens já presentes.

Use etiquetas

As etiquetas estão entre as formas mais simples de identificar os itens de um setor, cadastrar suas informações e atualizá-las com um leitor de código de barras. As informações são cadastradas no sistema por meio de softwares que automatizam o processo.

Aqui, o grande ponto forte é a agilidade para encontrar os produtos, permitindo entregas mais rápidas para os clientes e reduzindo o número de erros. O código de barras ainda permite a atualização automática a cada venda, dispensando a necessidade de baixas no estoque de forma manual.

O que isso significa? Na prática, os levantamentos se tornam mais eficientes. A razão é básica — ao automatizar as leituras, a conclusão sobre quais produtos estão com estoque baixo se torna mais simples, facilitando as compras e as reposições.

Crie padrões

Criar padrões ajuda a fazer com que todas as pessoas que lidam com o estoque interajam da mesma maneira. Como isso pode ser feito? Uma das formas é por meio do uso das unidades de armazenamento corretas.

Isso não significa que os produtos não possam ser separados. Mercadorias perecíveis, por exemplo, devem ser analisados de forma diferente em comparação com objetos, acessórios, cosméticos e por aí vai.

Os padrões também se aplicam às nomenclaturas, descrições e modelos de controle de estoque, como UEPS, PEPS e MPM. A disposição dos produtos nos corredores e nas prateleiras também conta, por facilitar sua busca e localização.

Tenha fornecedores parceiros

Pode parecer que não, mas as parcerias com bons fornecedores têm uma relação com o controle de estoque na empresa. Acontece que se torna possível negociar condições de pagamento e sugerir mudanças nos prazos de entrega. O resultado é a possibilidade de trocas e ajuda sempre que surgir uma necessidade.

Não se esqueça de que os produtos também são uma parte do capital da empresa. Por isso, manter o controle e evitar desperdício pode fazer uma boa diferença na hora de economizar e reunir dinheiro para novos investimentos.

Entender como organizar estoque influencia na forma em que as decisões são tomadas na empresa, além de permitir entregas melhores e maior organização de busca por mercadorias.

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